Amamentação sem culpa

Olá!

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O assunto é amamentação. Amamentar um filho alimenta corpo e alma. Nos ajuda a aumentar o vínculo que é indescritível entre mãe e filho(a). Mas quando eu falo de amamentar, estou falando daquele momento onde a mãe está entregue com seu bebê,com ele em seus braços e dando o leitinho para o seu filho, seja no peito ou na mamadeira.

Eu tenho dois filhos. Minha filha tem 3 anos e a amamentei no peito por 1 ano e 2 meses. 6 meses de leite materno exclusivo estendidos até 1 ano quando a pediatra pediu para complementar com Ninho 1+, pois ela estava mamando muito menos no peito e com 1 ano e 2 meses ela perdeu o interesse no peito. Foi uma amamentação e desmame tranquilos. Me senti realizada,tranquila e agradecida por poder amamentar minha filha com leite materno.

Quando meu  filho nasceu, o leite desceu, o peito ficou lotaaado, duro, tive mastite, tomei antibiótico, foi aos poucos melhorando, mas junto com isso tive os bicos do seio em carne viva por 3 semanas. Quase desmaiava ao dar leite para o meu pequeno. Aí então recorri à bombinha para tirar meu leite e dar na mamadeira. Veja bem, rs, nem estava dando fórmula, era o meu leite, e as pessoas já começaram os julgamentos. Eu pensava:” e a mãe que não tem leite?? e a mãe que está lutando para superar os problemas de amamentar que podem acontecer nos primeiros dias de vida do bebê e vem alguém querendo complementar ( que pode ser necessário ou não )? e a que tem que desmamar seu filho porque precisa voltar a trabalhar? e a mãe que está com o peito saindo sangue de tão machucado?” Até a mãe que quer amamentar seu filho no peito até o bebê estar maior é muitas vezes julgada. Difícil agradar! rs. São inúmeros cenários, com inúmeras respostas e inúmeros sentimentos. É uma fase que estamos sensíveis, hormônios a mil, um bebezinho que depende 100% de você e você aprendendo a ser mãe…

Foi aí que surgiu a idéia desse post SEM PRECONCEITOS, SEM JULGAMENTOS sobre dar o leite para o seu bebê. Vi na pele o que é a culpa por todos os lados, junto com a dor, com o que eu pensava sobre amamentação, com o que os outros pensavam por mim sobre a amamentação, os julgamentos mil, não é fácil.

Hoje em dia temos muita informação. Até demais, eu diria. rs! Temos termos para tudo o que envolve o mundo materno, estudos, psicologias, estimativas, aiiii…é só começar a pesquisar para enlouquecer e começar a ter culpa.

A verdade é que cada um tem a sua realidade, seus medos,experiências, ideais, possibilidades e tudo isso conta nas decisões que se tomam na vida. Esse post traz relatos de mães reais que tiveram experiências diversas com relação à amamentação. Você pode se identificar com uma delas, você pode ler posições diferentes e entendê-las ou não, mas o principal, é respeitá-las! Como diz Caetano Veloso: ” Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.” e isso minha gente é a realidade! No peito, na mamadeira, leite materno ou fórmula, antes de julgar: respeitar, conhecer, medir palavras.

Deixo abaixo cada história gentilmente compartilhada e espero que ajude quem está passando por essa situação de dúvida e julgamento com relação à amamentação. Somos mães e nada como ler ou conversar com outra mamãe para nos ajudar nesse caminho delicioso e desafiador que é ser MÃE.

10945519_1036133816413771_503368936_n“Bom, esse depoimento pra mim caiu como uma luva. Nunca pude dizer o que penso ou que sentia a respeito de amamentação, pois não tem como se expor e não ser julgada, principalmente que minha opinião difere da grande maioria. O assunto amamentação sempre foi meio “esquisito” digamos assim. Nunca pensei na ideia de ter alguém grudado no meu peito, de ter o peito cheio de leite, enfim tudo estranho. Quando engravidei já tinha na cabeça que não iria amamentar. Porém no hospital fica difícil não fazer isso. Quando nasceu o Arthur, já me senti desconfortável da enfermeira vir mexer no meu peito e quando o Arthur pegou pra mamar…que sensação estranha. Sinceramente não curti. Meu marido tirava fotos e eu queria mata-lo, tanto que não tenho uma foto com o Arthur mamando. Viemos pra casa e eu tinha certeza que não queria mais fazer aquilo, mas todos sem exceção me pressionaram, me julgaram, me questionaram. O fato e que amamentar não era prazeroso pra mim. Cada vez que tinha que fazer chorava. Ate quando meu bico se machucou inteiro me pressionavam dizendo que eu tinha que fazer. Como eu rezava para secar todo o leite. Era quase uma tortura pra mim. Durante todo o tempo que amamentei não sai de casa, porque em público JAMAIS faria isso. Próximo do Arthur completar 6 meses, comecei a ler depoimentos de mães que haviam passado pelo que eu estava passando, e em um deles a mãe dizia : ” sou ruim porque não quero amamentar, e a mãe que joga o filho no lixo e o que? Não posso ser pior que ela por conta disso.” Em outro blog a psicóloga dizia que era melhor dar a mamadeira com amor, a amamentar com raiva. Era tudo o que eu precisava ouvir. Quando o Arthur completou 6 meses parei e pronto. Não dei satisfação a ninguém. Nunca acreditei que criança que mama no peito não fica doente. Conheço varias que mamaram e ate hoje não saem do alergista, outras nem encostaram no peito e são fortes. Vinculo amoroso a gente cria dia a dia. Amo meu filho acima de tudo, e ele e um carrapato comigo. Não pretendo ter outro filho, mas se tivesse já partiria logo para a mamadeira cheia de amor. Não deixaria que me pressionassem tanto. Afinal, só nos mamães sabemos dos nossos sentimentos e ninguém tem o direito de intervir em nossas decisões.”   Bianca, mãe do Arthur.


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“Como sou da área da saúde, quando engravidei imaginei o mundo ideal para o momento do parto, amamentação e pós parto. Mas meus pequenos resolveram nascer antes do previsto…bem antes. Com 31 semanas fui para o hospital e os gêmeos chegaram prematuros, com baixo peso e frágeis indo direto para UTI. Eu também segui para UTI e não tive a chance de amamentá-los nos 2 primeiros dias, mas pude retirar o leite no banco e mandar pra eles. Eu tinha leite, muito leite… mas eles eram dois!!!E com 4 semanas a demanda superou a oferta e começamos a suplementar com fórmula. Ainda consegui amamentar até 4 meses,quando o cansaço e o stress ajudaram a secar meu leite, mas dividia as mamadas assim: Um peito para cada um e mamadeira logo depois. Carrego comigo a tranquilidade em saber que dei o meu melhor e fiz o possível para priorizar o aleitamento materno,assim como também tenho a certeza de que as fórmulas foram muito importantes para fazer meus bebês se transformarem em crianças saudáveis e felizes. Essa foi a minha experiência.. nem melhor nem pior, apenas a minha.”  – Gabriela, mãe de gêmeos.

 

10967903_10204942320131043_898906634_n“Meu filho nasceu em 2013 e o amamentei por apenas 50 dias. Como tenho os bicos do seio invertidos, nem achava que conseguiria amamentar, então quando ouvi as enfermeiras na maternidade dizendo que ele estava pegando direitinho, fiquei realizada! Voltei pra casa e meu peito começou a ficar machucado, mas me confortava com as pessoas me dizendo que logo passaria. Com 2 semanas o bico estava cada vez mais em carne viva e o Lucca sem ganhar peso, entrei com remédio pra aumentar o leite e em seguida com suplemento, pois só o remédio não estava adiantando. Apesar de toda a dor, dava o suplemento em conta-gotas que era pra ele não largar do peito. Com 1 mês acordei com febre e o peito todo empedrado, o pediatra deu o diagnóstico de mastite e me disse que o melhor remédio era continuar amamentando por mais que doesse. Nessa fase eu já não estava mais suportando a dor dos bicos, que ficaram em carne viva até o quinquagésimo dia, quando finalmente parei. E foi a melhor coisa que eu fiz, embora a culpa só me permitisse perceber isso depois. Minha dor era tanta, que inconscientemente eu estava espaçando ao máximo as mamadas. Quando a mamada acabava, vinha aquele alívio de ainda faltar 4h para a próxima, mas conforme os minutos iam se passando, a angústia ia aumentando e eu torcia pra que ele dormisse mais e demorasse pra querer mamar. Demorou pra eu perceber o quanto isso estava NOS fazendo mal. Quando a angústia e a dor começaram a ficar insuportáveis, comecei a pesquisar como fazer para parar de amamentar: péssima decisão! Todos os sites falavam para refletir bem antes de fazer isso, que o leite materno era a coisa mais importante para o bebê e para fortalecer a relação com a mãe, e por aí vai. Eu vesti a mochila de culpa e continuei por mais uns dias. Tentei todos os truques, pomadas, simpatias, ele chegou a vomitar sangue algumas vezes (que descobri vinha do meu peito) e continuei, embora o bico e o emocional estivessem em frangalhos… até que cheguei no meu limite… Mandei e-mail para o pediatra contando como estava sendo amamentar e, embora fosse grande defensor da amamentação, percebeu o quanto estava sendo motivo de ansiedade pra mim, prejudicando a relação com meu filho. É impressionante o peso que saiu de mim quando finalmente tomei essa decisão e parei de dar o peito. O Lucca também sentiu: começou a ganhar peso mais rápido, seu humor mudou, ficou mais alegre, dormindo melhor. E nossa relação ficou muito melhor, eu comecei a aproveitar as mamadas, percebi que poderia continuar a criar esse vínculo, curtir esse momento, independente da fonte de alimento que meu filho recebia. E comecei a ter um tempo de muito mais qualidade com ele. Quanto à saúde, ele sempre foi muito forte e saudável, ficou menos doente que muitos amigos que amamentaram por mais tempo! Infelizmente eu e ele (e meu marido, que segurou tudo, me apoiando na decisão que eu tomasse) tivemos que passar por tudo isso antes de eu conseguir deixar a culpa de lado e ver que poderia ser diferente. Não existe receita de bolo pra maternidade, o que é bom para a maioria das crianças, dependendo da situação, pode não ser bom para as outras. O único alimento que realmente não podemos deixar de dar é o amor materno!” – Fernanda, mãe do Lucca.

 

10967743_772693016149342_592959715_n “Meu sonho era poder amamentar, sempre me preocupei se iria conseguir,minha preocupação se confirmou quando minha filha nasceu. Nossa que coisa complicada! Meus bicos racharam de tal forma que até o médico que me deu alta receitou LA ( Leite Artificial ), fiquei chateada mas tinha que dar , senão eu não aguentava ,revezava entre peito e mamadeira, mas mesmo com toda dor preferia dar LM ( Leite Materno ) afinal era eu meu sonho! Sofri muito, chorava, pulava de dor até pensei em desistir mas não desisti, graças a Deus ,usava pomada de lanolina, bico de silicone e o próprio leite ajudou a cicatrizar,durou 2 meses! Hoje ela tem 10 meses e mama só no peito,pois ela mesma não quis mais a mamadeira! Pretendo amamentar até quando ela quiser! Me orgulho de poder amamentar, amo amamentar!”    Monaliza, mãe da Débora.

 

10958875_932261220138246_1801597596_n“Minha história foi assim: 2 anos antes de engravidar fiz mamoplastia de redução e sempre soube dos riscos. Meu bico sempre foi bem chapado e comecei a tentar fazer ele desde os 5 meses, porque ao contrário do que falaram, ele não saiu sozinho e nem com ajuda (rs). Minha filha resolveu nascer com 36 semanas e eu já tinha leite vazando. Porém, ela nasceu com 2,200 e tinha a boca super pequena e eu não tinha bico suficiente. No hospital com a ajuda das enfermeiras e até de bicode silicone consegui dar o colostro todo e no terceiro dia já tinha leite descendo. Mas era um esforço tremendo. Já no hospital eles suplementavam para manter o peso e porque ela não podia perder mais do que os 10% (que foi o que ela perdeu), saiu do hospital com 2kg e já com receita de complemento. Em casa fica tudo mais difícil, tentei até tirar com a bomba mas daí machucou meu peito e não saía nada, nem 10ml. Era um stress tão grande que pensava que ela até sentia meu nervoso na mamada. Após 1 semana e com o peito começando a empedrar, pedi para o medico cortar antes que me desse febre. Foi uma decisão muito difícil, porque não via o leite materno como algo nutricional e sim como aquela imagem do ser mãe, do contato físico… porém depois descobri que mãe que não amamenta também é mãe, e mãe igual a todas as outras. Talvez na próxima gestação, eu mais preparada e menos assustada, seja tudo diferente, mas se não for, eu sei que mesmo assim continuarei a ser Mãe! – Má.

 

10967807_10152996931518614_1168572873_nDesde sempre que desejei ser mãe, tinha também o desejo de amamentar… foram tantas experiências negativas em relação a amamentação até na minha família, que eu achava que deveria ser genético, se minha vó, minha mãe não conseguiram, eu também não iria. Aí comecei ir atrás de informação, relatos, experiências…
Logo que a Livia nasceu, a coloquei nos meus braços, e rapidinho ela achou a fonte, me sugou um monte, mesmo não saindo quase nada…tinha esquecido do tal do colostro, o leitinho mais importante do bebê! Mas a volta pra casa que foi cruel, comecei a deixá-la mamar do jeito que ela quisesse e esqueci da pega, em 1 dia meus bicos estavam ardendo muito, deixei ela mamar o bico… corrigir a pega dela foi difícil, mas logo consegui… esperava ela abrir bem a boca e colocava toda a auréola dentro da boquinha, pronto! Por mais que o bico estava ardendo, com a minha auréola toda na boca dela, não me machucava. Enquanto ela não mamava, colocava meu próprio leite nos bicos, foi a pomada natural melhor que eu já tive!
Pronto, problemas resolvidos!! Até que acordei no dia seguinte com os seios duros e doloridos… pensei: Pronto, já era todo o meu esforço… Mas e as minhas pesquisas, e toda a informação que eu tinha? Vamos buscá-las novamente… Massagens e compressas de água fria e mamá o tempo todo… Que alívio!!
Livia é um dos bebês raridade, ela começou a dormir a noite toda desde os 20 dias… começou com 4 horas seguidas, depois 5h, 6h… e hoje com 10 meses ela dorme de 8h à 10h por noite, uma maravilha! Porém, deixava as minha mamas ainda mais duras e doloridas foi aí que resolvi abrir uma exceção: Comecei a usar as conchas de amamentação, não muito indicadas no aleitamento, mas que no meu caso ajudou muito, principalmente pra dormir, como era muito leite, as conchas evitavam o empedramento.
Com a ajuda do pediatra, marido e família e grupo de apoio ao aleitamento que participo “Matrice, ação de apoio a amamentação” consegui ser a única fonte de alimento da minha filha, 6 meses exclusivos, sem mamadeira, sem chupeta, sem nada artificial! Eu e ela conseguimos!! E estamos até agora, 10 meses, e pretendo dar pelo menos até seus dois anos de vida!!
Concluí que a amamentação é realmente 90% determinação e 10% produção de leite, e que amamentar é a coisa mais maravilhosa desse mundo! – Juliane mãe da Livia

 

10957632_574772569325916_1563745098_n“Mãe de primeira viagem com um milhão de dúvidas mas enfim seguí os procedimentos que se recomendam para preparar os seios para a amamentação, mas quando o dia chegou foi muito difícil pra mim pois no hospital ele não pegava o peito eu não tinha bico o suficiente e ele não conseguia pegar, aí eu chorava. Disse que não sairia de lá enquanto ele não pegasse o peito, pois era um sonho pra mim poder amamentar, meu médico ficou ao meu lado e me ajudou muito. Então meu filho pegou o peito e saímos no terceiro dia. Fomos pra casa, mas começou a machucar e na semana seguinte meus bicos ficaram em carne viva sangrava, doía, eu queria desistir mas pensava muito no bem estar e saúde dele então comecei a usar pomadas cicatrizantes e quando ia amamentá-lo, colocava uma fralda de pano na boca e chorava de tanta dor que sentia e não deixei de amamentar, com as semanas passando enfim, descobri o prazer de amamentar meu amado filho, voltei a trabalhar quando ele ainda tinha 1 ano e 3 meses e isso não interferiu na amamentação pois amamentei até os 2 anos e 5 meses e hoje tenho um lindo filho de 7 anos e 1 mês forte e saudável e acho que isso tudo foi devido a amamentação!!! Tenho uma irmã que não aguentou e deixou de amamentar na segunda semana que tinha tido minha sobrinha e vi como foi, a pequena sofria pois o leite em pó a ressecava no começo e era terrível e eu não queria passar por aquilo, fui persistente e venci. E agora estou me preparando para ter outro filho e quero muito amamentar ele também.”  Eliane, mãe do Rodrigo.

 

10984822_10206200333955595_940215083_n“Amamentei até 01 ano e 02 meses livre demanda. Tive muito leite. No começo tive dificuldade, dores, sangramento, até mastite, meus seios ficaram inteiros encaroçados, doía demais quando ela pegava e muitas vezes pegava errado, tinha que começar de novo.Eu tive que tirar com a bombinha, tirava em torno de 500 ml de leite de cada mama. Tinha leite demais e ela não dava conta de mamar. Foram dias de choros, dores e tristeza, mas nunca desisti, fui persistente, até que amamentar passou a ser maravilhoso, que delicia, só de escrever choro de saudade, como era bom aquele momento único seu e da bebê. Resolvi parar quando ela tinha 01 ano e 02 meses porque todo esse tempo ela acordava demais a noite e eu e meu marido andávamos acabados de canseira….tirar ela do peito foi outro dilema, chorei horrores, chorei junto com ela que me pedia e eu sentia culpa por não dar, por ter ainda tanto leite e não dar. Pensei e voltar atrás várias vezes, mas conversava com uma amiga especialista em aleitamento materno que me encorajou a parar, se era isso que eu queria chegou no meu limite, não de um passo pra trás, seja firme, vai que ela vai pegar a mamadeira….perdi 02 sutiãs com cheiro de café, isso mesmo, eu colocava pó de café no peito e ela queria mamar e sentia o cheiro e eu dizia que estava estragado, que não tinha mais…e ela chorava e eu também chorava às escondidas pra ela não ver. Ela ia comigo tomar banho, eu tomava banho de costas pra ela não ver os seios sem café e lá dentro do box já tinha uma xícara com pó de café, saía do banho com o seios de pó…e ela olhava com aquela carinha e dizia: tá estragado mamãe ?? Que dó…que dó….e assim foi 01 semana de angustia, tristeza, culpa, até que ela começou a pegar a mamadeira…..e eu tive até que tomar remédio pra secar o leite, porque mesmo ela não mamando mais, continuei produzindo muito…. meus seios como ficaram ENORMES….e empedrados mais uma vez….tomei o remédio e as mamas secaram.”   Vanessa, mãe da Sophia.

 

10401948_10202223858717103_8959152185650893917_n “Tive uma gestação maravilhosa, engravidei com 33 anos e isso não atrapalhou em nada. Ao contrário, minha saude estava ótima,sou hipertensa e durante a gestação não precisei de remédio pois a pressão permaneceu ótima. Durante toda a gestação. O Bruno estava previsto para nascer em 31/01/2011, porém por vontade de Deus ele nasceu em 31/12/2010, um mês antes do previsto, em pleno dia de maior festa e algazarra pela vinda de um novo ano. Minha bolsa estourou sozinha, acordei com ela já jorrando toda a água possível e imaginável! Tive que fazer um parto as pressas, pois meu obstetra Dr. Osvaldo já desconfiava de um descolamento de placenta. Não tive nenhuma dor das contrações, ao contrario, sequer sabia o que era….rs. Foi um parto rápido, porem o Bruno nasceu as 11:42 da manhã e só pude vê-lo por volta das oito da noite. O pulmão dele não estava totalmente formado, por conta disto teve que ser entubado e sedado e passou 13 dias em UTI neo natal, na Maternidade do Galileo em Valinhos. Foram dias difíceis, pois não sabia se conseguiria amamentar, meus seios estavam bem cheios de leite. Fui fazendo as massagens indicadas pelas enfermeiras e fui ate ao banco de leite da Maternidade de Campinas. Aprendi a ir tirando leite e ir estimulando até que eu pudesse amamentá-lo.O Bruno não precisou ser amamentado através de sonda, como disseram que poderia, consegui amamentá-lo dentro da UTI mesmo, e ele pegou de primeira sem precisar de estimulo. Ficou 15. Dias internado no total e graças a Deus amamentei até ele completar um ano e um mês. Voltei a trabalhar quando ele tinha seis meses e continuei amamentando normalmente. Ele usava a mamadeira, mas eu tirava leite pra poder ser usado nas mamadas. Foram dias complicados no início, mas Deus me deu a oportunidade de poder amamenta-lo por um longo período, e isso não tem preço! Hoje ele esta com quatro anos e cheio de saúde!” Laís, mãe do Bruno.

10965161_10205180549226526_1348794717_n“Minha filha tem 1 ano e 2 meses e ainda estou amamentando. Estou desmamando ela, todos dizem que quanto maior a criança mais difícil fica, enfim acho que chegou a hora. Como não tenho coragem de tirar de uma vez o peito e nem passar nada no bico, estou num processo lento mais que está dando certo. Meu desejo é que ela perca o interesse de mamar. No início ela não pegava nenhuma mamadeira, agora já toma leite em qualquer uma. Hoje por exemplo só tomou mamadeira, quando procurou meu peito ofereci a mamadeira e logo desistiu e tomou mamadeira. Venho conversando com ela todos os dias e explicando que meu leite está acabando e ela terá que tomar só na mamadeira porque está grandinha. Espero muito que tudo isso dê certo, pois é bem difícil. No fundo, lá no fundo acho que amamentaria até ela ficar com 5 anos….rsrsr pois sinto muito prazer e vários sentimentos bons quando amamento. Acho que me sinto poderosa por conseguir alimentar minha filha, por dar pra ela algo que só eu posso. Amamentei em livre demanda desde que ela nasceu, pois sempre tive muito leite e parei de trabalhar fora para cuidar dela e da casa. Essa livre demanda acredito que atrapalhou na introdução alimentar, pois ela demorou para comer . Agora ela já come bem, graças à Deus! Eu entendo muito bem as mães que desistem de amamentar porque no início no primeiro mês eu sentia muita dor, tive mastite, ficava cansada de levantar de madrugada para amamentar demorou para encontrar a posição correta de amamentação, são muitas dificuldades para amamentar, mas depois que pegamos o jeito é algo mágico e para mim é o maior ela de ligação entre mãe e filho. Amamentar é lindo, vale a pena insistir!” – Daiani, mãe da Mariana.

Cada experiência é única na sua essência, converse com seu marido, sua mãe, leia, informe-se, troque experiências, tudo é válido para fazer desse período um momento inesquecível para a mulher mãe. Um beijo à todas ❤

 

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Fotos autorizadas pelas mães de cada depoimento. Proibida a reprodução das mesmas.

 

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